Parece ridículo que alguém como eu, que sempre gostou das coisas racionais, venha a gostar de algo desmedido como esse tal de amor. Não é zombaria de minha parte, mas de amar tanto eu já não sei mais nem o quanto de amor eu ainda tenho. Melhor, parece que não tem fim.
Mas é claro... como eu já não haveria de ter pensado nisso? Esse tal sentimento não teria mesmo uma finitude. E por isso, tenha sido por vezes, ignorado ou posto em segunda mão por pessoas como eu, ou como a nossa outra vaquinha. Parece que coisas que tem um fim, são mais fáceis de entender. Do que esse tal de amor.
Por sua locação infinita, o amor encontra uma forma curiosa. Mesmo estando num mundo exato, como o das palavras, encontra um jeito de não aparecer definido. Ninguém parece entende-lo tão bem quanto os artistas que se aventuram a descrever o mesmo. Porque são estas as criaturas corajosas o suficiente para viajarem num mundo que nunca se atinge.
Parece ridículo alguém como eu, que sempre gostou de coisas racionais, venha a tentar usar dessa minha razão para entender o que sinto. Mas fiz um empréstimo a minha alma, tentei ser um pouco artista, e consegui comprar uma razão torta, razão esta de amar.
segunda-feira, 23 de março de 2009
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